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Diabetes

Glossário



A

Acantosis Nigricans
O diabetes do tipo 2, também conhecido como não insulinodependente ou diabetes de início no adulto, é uma forma de diabetes que geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos. O diabetes tipo 2 pode surgir devido à resistência adquirida à ação de insulina ou porque o corpo não produz insulina suficiente para manter a euglicemia. Às vezes ambos os mecanismos colaboram para o surgimento da doença. Os diabéticos do tipo 2 podem manter a euglicemia por meio de dieta e exercícios físicos e também podem ser necessários antidiabéticos orais e insulina.
Acarbose
Droga utilizada no tratamento do diabetes do tipo 2. Pertence a uma classe de drogas chamada de inibidores da alfa glicosidase e age impedindo a absorção de moléculas grandes de carboidratos no intestino.
Açúcar
O termo açúcar é utilizado genericamente para referência a uma variedade de carboidratos "doces", incluindo frutose, lactose, sacarose, dextrose, glicose e maltose. Outros nomes para o açúcar incluem: branco, mascavo, de mesa, de confeiteiro, cristal. Mel, xarope de milho, sorgo e melaço são misturas complexas de açúcar. A maior parte dos açúcares é convertida em glicose pelo organismo.
Adoçantes
Adoçantes são compostos utilizados em substituição ao açúcar. Sacarina, aspartame e ciclamato são compostos sintéticos com baixo teor de calorias. A frutose, o manitol e o sorbitol são substitutos do açúcar que afetam a glicemia porque eles contêm calorias.
Albumina
Proteína sintetizada no fígado. Representa 60% do total de proteínas do plasma e serve como transportadora de várias substâncias.
Anticorpos
Proteínas que o nosso organismo fabrica para proteger-se de substâncias estranhas. Às vezes, o organismo também fabrica proteínas contra partes normais do próprio corpo. Estas proteínas são chamadas autoanticorpos.
Antidiabéticos orais
O termo antidiabético oral é utilizado para descrever genericamente os agentes hipoglicemiantes orais. Muitos diabéticos do tipo 2 controlam sua glicemia por meio do uso destes medicamentos. Eles podem atuar sobre a produção de insulina ou sobre a resistência à ação da insulina. São classes de ADOs: sulfoniluréias, biguanidas ( metformina), acarbose, tiazolidinedionas, glinidas e inibidores da DPP-IV.
Antígenos
Substâncias que causam uma reação imunológica no nosso organismo. O corpo reconhece os antígenos como substâncias nocivas ou estranhas e produz anticorpos para combatê-las.
Antígenos de histocompatibilidade
São moléculas encontradas em todas as células nucleadas do corpo e que caracterizam cada indivíduo como único. Estes antígenos são herdados do pai e da mãe. Os antígenos dos leucócitos humanos (HLA) determinam a compatibilidade dos tecidos para os transplantes.
Atendimento multidisciplinar
O atendimento multidisciplinar refere-se ao grupo de indivíduos que tem a responsabilidade de ajudar o paciente a controlar o seu diabetes. Geralmente o grupo é formado por um médico, uma nutricionista e um educador (ou educadora) em diabetes. Outros especialistas, incluindo podólogos, oftalmologistas e endocrinologistas podem também ser parte do time de atendimento multidisciplinar.

B

Bomba de Insulina
Aparelho que libera continuamente pequenas quantidades de insulina de ação rápida para o organismo. A insulina flui por um tubo plástico (chamado cateter) e entra no corpo por uma agulha que fica fixada na pele. A insulina é liberada em diferentes quantidades que são programadas manualmente ou são pré-programadas. Existe uma quantidade que é liberada continuamente (basal) e outras que são liberadas para dar cobertura para as refeições (bolus). O usuário calcula as quantidades necessárias de acordo com os resultados às glicemias. Não existe bomba capaz de realizar estes cálculos sozinha.

C

Calorias
Em termos científicos, uma caloria é a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 grau Celsius. Na prática, é a unidade de medida utilizada para representar o conteúdo de energia dos alimentos. As calorias dos alimentos provêm dos carboidratos, proteínas e gorduras. Caso todas as calorias ingeridas por um indivíduo não sejam convertidas em energia, elas podem ser armazenadas como gordura. Portanto, uma pessoa que quiser perder peso deve queimar mais calorias como energia (por meio de exercícios) do que a quantidade ingerida.
Carboidratos
Os carboidratos são uma das três maiores fontes alimentares de calorias. Eles podem ser classificados como simples ou complexos. Os carboidratos simples são açúcares como a glicose, frutose, sacarose e maltose. Os carboidratos complexos, como o amido, são polímeros (agrupamentos) de açúcares simples. Os carboidratos complexos podem ser facilmente quebrados pelo organismo e convertidos em glicose. Portanto, eles são a principal fonte nutricional de glicose.
Célula alfa
As células alfa são encontradas nas ilhotas de Langerhans do pâncreas. As células alfa secretam glucagon, um hormônio que tem o efeito oposto ao da insulina - ele aumenta os níveis sanguíneos de glicose.
Célula beta
As células beta são encontradas nas ilhotas de Langerhans do pâncreas. As células beta secretam insulina de forma regular em resposta aos níveis sanguíneos de glicose. No diabetes mellitus (DM) do tipo 1 ou insulinodependente, as células beta são destruídas por meio de um processo autoimune. Como o organismo não é mais capaz de produzir insulina endógena, aplicações de insulina exógena são necessárias para manter a glicemia normal.
Cetoacidose
A cetoacidose ocorre quando a quantidade de insulina é insuficiente para suprir as necessidades do organismo. Pode acontecer quando um diabético do tipo 1 não aplica insulina suficiente ou quando ele está em uma situação em que os hormônios do estresse estão elevados. Se não existe insulina suficiente para permitir que as células utilizem a glicose presente no sangue, elas vão utilizar as gorduras como fonte de energia. Como resultado disso, quantidades significativas de ácido acetoacético e ácido3-hidroxibutírico serão liberadas no sangue, provocando a cetoacidose. A cetoacidose não tratada é fatal.
Cetonas
Cetonas é um termo utilizado para descrever um grupo de três compostos químicos: a acetona, o ácido acetoacético e o ácido 3-hidroxibutírico. São também conhecidos como corpos cetônicos.
Cetonúria
Quando o organismo não pode utilizar a glicose como fonte de energia por falta de insulina ou por falta de ingestão em quantidade adequada, ele utiliza as gorduras como fonte de energia. Os corpos cetônicos são produtos do metabolismo das gorduras e aparecem na urina, onde podem ser medidos. Denominamos cetonúria à presença de corpos cetônicos na urina.
Ciclosporina
É uma droga utilizada após o transplante para evitar a rejeição do tecido ou órgão transplantado.
Colesterol
O colesterol é um composto largamente distribuído em todas as células do corpo. É um componente importante da membrana das células e das lipoproteínas plasmáticas. O colesterol é frequentemente associado aos ácidos graxos e é o composto que origina os hormônios esteroides e algumas vitaminas. Além do colesterol que é normalmente sintetizado pelo fígado, uma quantidade adicional é ingerida quando comemos produtos animais. Caso o nível de colesterol circulante no sangue seja muito alto ele pode depositar-se, junto com as gorduras, na parede interna dos vasos sanguíneos. Isso pode causar obstrução do vaso, resultando em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Coma
Estado alterado da consciência quando o contato da pessoa com o ambiente está diminuído ou ausente. A hipoglicemia e a hiperglicemia podem ser causas de coma.
Coma diabético
Emergência médica grave em que um paciente está inconsciente porque o nível de açúcar está muito alto (hiperglicemia) ou muito baixo (hipoglicemia).
Criopreservação
A criopreservação é a manutenção do tecido ou órgão do doador em uma temperatura extremamente baixa até o momento do transplante.
Crossmatch
O crossmatch é um teste realizado para detectar anticorpos do paciente contra os antígenos do doador. Um teste de crossmatch positivo significa que o paciente e o doador são incompatíveis. Um teste de crossmatch negativo significa que não há reação entre o paciente e o doador e que o transplante pode ser realizado.

D

Desidratação
A desidratação é uma grande perda de água pelo corpo. Quando a quantidade de glicose na urina está muito alta, o paciente urina muito e tem sede, podendo vir a ficar desidratado.
Diabetes
O diabetes é uma doença caracterizada pela inabilidade do corpo em produzir ou responder à produção de insulina para manter níveis adequados de glicemia. Existem dois tipos principais de diabetes. O tipo 1, ou diabetes insulinodependente, é uma condição que aparece como consequência da destruição autoimune das células beta do pâncreas. Como o organismo não pode produzir insulina, ele não é capaz de regular a glicemia, levando à hiperglicemia em indivíduos não tratados. Os diabéticos do tipo 1 devem monitorizar a sua glicemia e aplicar quantidades exógenas de insulina para manterem-se sadios. O diabetes do tipo 2, também conhecido como diabetes não insulinodependente ou diabetes de início no adulto é uma forma de diabetes que geralmente acomete indivíduos acima dos 40 anos de idade. O diabetes do tipo 2 pode aparecer devido à resistência à ação da insulina ou porque o organismo não consegue produzir insulina suficiente para manter a euglicemia. Geralmente esses dois fatores são responsáveis pelo aparecimento da doença. Os diabéticos do tipo 2 podem controlar a glicemia por meio de dieta e exercícios e também com insulina e medicações orais.
Diabetes gestacional
O diabetes gestacional é uma condição que pode surgir durante a gravidez. Nesse período, alguns hormônios secretados podem aumentar a glicemia. A mulher desenvolve hiperglicemia quando não é capaz de produzir insulina suficiente. Essa condição pode ser tratada com injeções de insulina exógena. O diabetes gestacional geralmente termina após o parto. Entretanto, 60% das mulheres que apresentaram diabetes gestacional, posteriormente desenvolvem diabetes do tipo 2.
Diabetes instável
O termo diabetes instável é utilizado para os pacientes que têm a sua glicemia variando frequentemente entre valores muito altos e muito baixos. Também é chamada de diabetes lábil.
Diabetes tipo 1
O diabetes do tipo 1 ou insulinodependente é uma condição que surge como resultado de uma destruição autoimune das células beta produtoras de insulina no pâncreas. Como o corpo não produz insulina, ele é incapaz de controlar a glicemia. Assim, em indivíduos não tratados, ocorre a hiperglicemia. Os sintomas mais frequentes são sede, aumento da diurese e perda de peso. Para controlar a doença, os diabéticos do tipo 1 monitorizam a glicemia e aplicam quantidades calculadas de insulina exógena.
Diabetes tipo 2
O diabetes do tipo 2, também conhecido como não insulinodependente ou diabetes de início no adulto, é uma forma de diabetes que geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos. O diabetes tipo 2 pode surgir devido à resistência adquirida à ação de insulina ou porque o corpo não produz insulina suficiente para manter a euglicemia. Às vezes ambos os mecanismos colaboram para o surgimento da doença. Os diabéticos do tipo 2 podem manter a euglicemia por meio de dieta e exercícios físicos e também podem ser necessários antidiabéticos orais e insulina.
Diálise
Procedimento que substitui a função do rim na filtração do sangue. É utilizada nos pacientes com insuficiência renal crônica ou aguda. Existem duas formas de diálise: hemodiálise (realizada em equipamentos que filtram o sangue) e diálise peritoneal (realizada na membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal).
Dislipidemia
Aumento da concentração de uma ou várias frações lipídicas do plasma. Os principais lipídios (ou gorduras) plasmáticos são o colesterol e os triglicérides. A dislipidemia está associada ao aparecimento da aterosclerose.
Doença arterial periférica
O termo refere-se à obstrução de grandes artérias, especialmente em membros inferiores (pernas). Pode ser causada pela aterosclerose ou por processos inflamatórios. A obstrução das artérias prejudica o fluxo do sangue para o membro, podendo inclusive interrompê-lo (trombose). O tratamento destes casos é cirúrgico, na tentativa de restabelecer o fluxo de sangue que foi interrompido.
Doença autoimune
É um tipo de doença na qual o sistema imunológico ataca e destrói tecidos do corpo "pensando" que eles são estranhos. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune porque o sistema imunológico ataca e destrói as células beta produtoras de insulina.
Doença cardíaca
Doença cardíaca é um termo geral utilizado para descrever condições médicas que afetam a capacidade do coração para bombear sangue. A doença coronariana, a forma mais comum de doença cardíaca, é causada pelo bloqueio ou restrição do suprimento de sangue arterial para o coração. Ingestão excessiva de gorduras pode levar à doença cardíaca. Os diabéticos são especialmente susceptíveis aos problemas cardíacos.

E

Eclampsia
É uma complicação aguda da gestação que coloca em risco a vida da mãe e do feto e se caracteriza pelo aparecimento de crises convulsivas generalizadas e coma em uma paciente que já apresentava pré-eclampsia. A eclampsia não é causada por doença neurológica preexistente, é mais frequente em mulheres jovens e na primeira gestação. Com a progressão do quadro clínico, podem surgir edema pulmonar, diminuição da diurese, insuficiência hepática e um quadro conhecido como síndrome HELLP (a sigla significa anemia hemolítica, elevação de enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas). O tratamento da eclampsia envolve o parto imediato e controle das crises convulsivas e hipertensão.
Euglicemia
A euglicemia significa níveis normais de glicemia sanguínea (entre 70-99 mg/dL).
Exócrino
Órgãos ou células secretórios exócrinos secretam produtos por meio de um duto para dentro de uma cavidade do corpo. Exceto pelas ilhotas de Langerhans, o pâncreas é um órgão exócrino. Ele produz enzimas digestivas que são transportadas para o sistema digestivo por um duto.

F

Fibras
Fibras é a denominação dos componentes das plantas que não podem ser digeridos pelo corpo. As fibras contribuem para dar volume aos alimentos que ingerimos e auxiliam no funcionamento normal do trato digestivo. Comer alimentos com altas quantidades de fibras tem sido associado à redução de certos tipos de câncer do cólon.

G

Gastroparesia
A gastroparesia é uma forma de neuropatia diabética que afeta o estômago. Os alimentos não são digeridos adequadamente e não seguem o seu trânsito normal pelo estômago. O paciente apresenta vômitos, náusea e os alimentos ficam parados no estômago, interferindo com o tratamento do diabetes.
Glicemia pós-prandial
É definida como o valor da glicemia após 2h da refeição ou após duas horas da ingestão de glicose em um teste de tolerância à glicose. As referências de valores são: NORMAL até 139 mg/dl INTOLERÂNCIA À GLICOSE : 140mg/dl a 199 mg/dl Diabetes: = 200mg/dl. A glicemia pós-prandial tem sido cada vez mais valorizada como parâmetro de controle do diabetes. Seus valores influenciam os valores da hemoglobina glicosilada, mas ainda não existe um consenso sobre seu valor como exame isolado.
Glicosilação
A glicosilação é o nome do processo químico de ligação das moléculas de açúcar às proteínas.
Glicosímetro
Um glicosímetro é um aparelho manual utilizado para determinar os níveis de glicemia. Uma gota de sangue de uma picada na ponta do dedo é colocada em uma fita de teste que é inserida no glicosímetro. O aparelho analisa a fita e calcula a glicemia.
Glicosúria
Presença de glicose na urina. Significa que a capacidade do rim para filtrar a glicose já foi ultrapassada e a glicemia deve estar acima de 180mg/dL.
Glinidas
Drogas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2. Agem aumentando a produção de insulina pelo pâncreas. Existem disponíveis no mercado: a repaglinida e a nateglinida.
Glucagon
O glucagon é um hormônio produzido pelas células alfa das ilhotas de Langerhans que provoca um aumento da glicemia. O alvo primário desse hormônio é o fígado onde ele estimula a gliconeogênese (síntese de glicose) e o catabolismo do glicogênio (quebra do glicogênio, que é um polímero de moléculas de insulina). O glucagon está disponível para prescrição no tratamento de casos de hipoglicemia severa.
Gorduras
As gorduras, também conhecidas como lípides, são componentes das membranas celulares e também são utilizadas para armazenar energia a longo prazo. As gorduras da dieta são a fonte mais concentrada de calorias na dieta. As gorduras dietéticas são frequentemente divididas em dois grupos: saturadas e insaturadas. As gorduras saturadas são encontradas principalmente em produtos animais e as insaturadas em produtos vegetais. As gorduras insaturadas podem ainda ser divididas em dois grupos: monoinsaturadas (óleo de oliva e canola) e poli-insaturadas (óleo de milho e de amendoim). A ingestão excessiva de gorduras pode levar ao aumento do colesterol sanguíneo e aumentar o risco de infarto cardíaco ou acidente vascular cerebral.

H

Hálito cetônico
É um hálito adocicado, que ocorre quando há eliminação de corpos cetônicos pela respiração. Os corpos cetônicos surgem como resultado da metabolização da gordura quando o organismo não consegue usar a glicose como fonte de energia. Isso acontece na descompensação do diabetes e também em outras situações, como doença hepática. Os corpos cetônicos são detectados também na urina (cetonúria) e no sangue dos pacientes diabéticos descompensados.
Hemoglobina A1C
É a fração dominante da hemoglobina glicosilada, geralmente representando 6% da hemoglobina total. Quanto maior a porcentagem de hemoglobina A1c, pior o controle do diabetes e maior o risco de complicações do diabetes.
Hemoglobina glicosilada
A hemoglobina glicosilada é o nome do teste que reflete o controle da glicemia nos últimos 3-4 meses antes da realização do exame. O teste mede o grau de glicosilação da hemoglobina, a proteína sanguínea que carrega o oxigênio. A glicosilação da hemoglobina é proporcional à glicemia média.
Hipercolesterolemia
Excesso de colesterol no sangue. O colesterol é uma substância importante na formação da parede das células e pode ser produzido no fígado ou absorvido na dieta. Quando existe em excesso, o colesterol acumula-se e deposita-se de forma anormal, formando placas de ateroma na parede dos vasos (aterosclerose) ou cálculos na vesícula.
Hipoglicemia
A hipoglicemia é a queda da glicose no sangue abaixo de 70mg/dL (os níveis normais de glicemia estão entre 70 e 99 mg/dL). Entretanto, a hipoglicemia não pode ser diagnosticada apenas com base no exame de sangue, os sinais e sintomas do paciente também são importantes. Entre 65 e 70mg/dL os hormônios contrarregulatórios (hormônios que combatem a hipoglicemia, por exemplo o glucagon) já começam a agir, embora o paciente possa estar assintomático. Entre 50 e 55mg/dL o paciente geralmente já apresenta mal estar, palidez, sudorese e taquicardia, formigamento nas mãos e pés e, entre 45 e 50mg/dL, pode ficar confuso e entrar em coma caso a queda da glicemia seja muito acentuada . A hipoglicemia geralmente está relacionada ao excesso de insulina e o tratamento é a ingestão de glicose em formas concentradas (chocolate, sucos) ou a aplicação de soro na veia ou glucagon.
Hipoglicemia noturna
A hipoglicemia noturna é a queda da glicose no sangue durante a noite e ocorre basicamente quando o nível de insulina está muito alto em relação ao nível de glicose. Para prevenir a hipoglicemia noturna, a dieta, a dose e o tipo de insulina, bem como os horários de administração, devem ser cuidadosamente avaliados pelo médico.
HLA (antígenos dos leucócitos humanos)
É um padrão de proteínas da superfície celular que identifica a célula como "própria" ou "não própria" . Alguns padrões podem definir indivíduos suscetíveis ao diabetes tipo1.
Hormônios contrarregulatórios
Os hormônios contrarregulatórios (ou do estresse) são hormônios que são liberados em situações de estresse. Os hormônios liberados incluem o glucagon, a epinefrina (adrenalina), a norepinefrina, o cortisol e a somatotropina (hormônio do crescimento). Esses hormônios fazem com que o fígado libere glicose e estimula o metabolismo de gorduras nas células adiposas. O resultado é um aumento do "combustível" disponível na corrente sanguínea. Se o "combustível" adicional não for utilizado, pode ocorrer hiperglicemia e cetoacidose.

I

Idiopático
De origem indeterminada.
Ilhotas de Langerhans
As ilhotas de Langerhans são pequenos aglomerados de células que formam o componente endócrino do pâncreas. As células alfa e beta são dois tipos de células encontrados nas ilhotas de Langerhans.
Impotência
Ou disfunção erétil é a perda da capacidade do homem manter o pênis ereto e ter uma ejaculação (liberação do sêmen). Alguns homens ficam impotentes após vários anos de duração do diabetes por complicações atingindo os nervos e os vasos sanguíneos. Outras vezes o problema pode não ter nada a ver com o diabetes e necessita tratamento psicológico.
Imunossupressão
É a supressão artificial da resposta imunológica, geralmente com a utilização de drogas, para que o corpo não rejeite um transplante. As drogas mais utilizadas como imunossupressores incluem a predinisona, azatioprina e ciclosporina.
Incretinas
São um tipo de hormônio gastrintestinal que aumenta a quantidade de insulina liberada pelas células beta do pâncreas após uma refeição. São incretinas o GLP-1 (glucagon-like peptide) e o GIP (gastric inhibitory peptide).
Inibidor da DPP-IV
É uma classe de antidiabéticos orais cuja função é inibir a ação da enzima chamada dipeptil peptidase IV que degrada substâncias chamadas incretinas. São drogas desta classe a sitagliptina e a vildagliptina. As incretinas estimulam a produção de insulina.
Inibidor da ECA
Droga utilizada no tratamento da hipertensão arterial. Existem estudos demonstrando que este tipo de droga pode também diminuir a progressão da nefropatia diabética, mesmo em pacientes que não são hipertensos.
Insulina
A insulina é um hormônio proteico secretado pelas células beta do pâncreas. As principais funções da insulina são facilitar a entrada de glicose nas células, aumentar a utilização de glicose pelos vários tecidos do corpo e fazer com que o fígado armazene glicose na forma de glicogênio (glicogênese).
Intolerância à glicose
A intolerância à glicose é o termo utilizado para descrever a pessoa que tem níveis de glicemia de jejum maiores que 110mg/dL e menores que 126mg/dL ou que ao fazer um teste de tolerância à glicose apresenta valores na segunda hora entre 140 e 199mg/dL. Esta pessoa tem um risco maior de desenvolver diabetes, embora não seja considerada diabética ainda.

L

Lipoatrofia
Depressão da pele que aparece em pacientes que injetam sempre a insulina no mesmo local. Apesar de serem antiestéticas, as lesões não causam problemas. A rotação dos locais de injeção e o uso de insulinas mais purificadas ajuda a melhorar o problema.
Lipodistrofia
Massa que surge sob a pele que aparece em pacientes que injetam a insulina sempre no mesmo local. Não causa danos ao paciente. A rotação dos locais de injeção e o uso de insulinas mais purificadas ajuda a melhorar o problema.
Lua de mel
Logo após o diagnóstico do diabetes, e por um período de alguns meses, o pâncreas do paciente diabético pode ainda estar produzindo alguma insulina. Por este motivo, o controle é mais fácil durante esse período, que é conhecido como 'lua de mel". A busca consciente de que se deve conquistar em definitivo hábitos saudáveis na dieta, o entendimento de que se deve monitorizar frequentemente a glicemia e utilizar a insulina adequadamente tornam mais fácil a transição quando o período de lua de mel terminar.

M

Metformina
Droga utilizada no tratamento do diabetes tipo 2. Pertence à classe das biguanidas e age diminuindo a produção hepática de glicose e diminuindo a resistência periférica à ação da insulina.
Mg/dL
A glicemia geralmente é medida em unidades de miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL). A glicemia também pode estar expressa em unidades de milimoles de glicose por litro de sangue (mmol/L). Para converter mg/dL para mmol/L, divida o valor por 18. Para converter mmol/L para mg/dL, multiplique o valor por 18.
Microalbuminúria
Muitos diabéticos apresentam perda de albumina em pequenas quantidades pela urina (microalbuminúria) antes de desenvolverem uma proteinúria persistente. A microalbuminúria é sinal de que o diabético poderá vir a apresentar uma nefropatia. Os valores podem variar dependendo do laboratório, mas considera-se uma excreção de albumina de 20 a 200mg/minuto como definição de microalbuminúria.
Monofilamento
Haste de nylon flexível utilizada para testar a sensibilidade nos membros inferiores do diabético.

N

Nefropatia
A nefropatia é o termo médico para a lesão dos rins. O diabetes mal controlado pode levar, a longo prazo, à lesão renal grave. Caso a lesão atinja um estágio em que os rins já não funcionam mais adequadamente, a diálise (utilização de uma máquina para filtrar o sangue) ou o transplante do rim podem ser necessários.
Neuropatia
Neuropatia é o termo médico para lesão dos nervos. O diabetes mal controlado pode levar, a longo prazo, à lesão nervosa grave. A lesão dos nervos fora do cérebro e da medula espinal é chamada de neuropatia periférica e é a forma mais comum de neuropatia em diabéticos. Pode haver lesão dos neurônios motores (que são utilizados para controle dos movimentos voluntários), dos neurônios sensitivos (que levam às sensibilidades dolorosa, térmica e tátil) e dos neurônios autonômicos (que controlam, por exemplo, os batimentos cardíacos e a digestão).

O

Obesidade
A obesidade refere-se a uma condição em que a pessoa tem uma quantidade excessiva de gordura no corpo. Embora a maior parte dos obesos tenha sobrepeso, existem indivíduos com peso adequado para sua estatura, mas que são considerados obesos por ter mais gordura corporal do que músculos. A obesidade é uma condição crônica e um fator de risco significativo para o diabetes do tipo 2. A adequação entre peso e altura é dada por uma relação conhecida por Índice de Massa Corpórea (IMC).

P

Pâncreas
A obesidade refere-se a uma condição em que a pessoa tem uma quantidade excessiva de gordura no corpo. Embora a maior parte dos obesos tenha sobrepeso, existem indivíduos com peso adequado para sua estatura, mas que são considerados obesos por ter mais gordura corporal do que músculos. A obesidade é uma condição crônica e um fator de risco significativo para o diabetes do tipo 2. A adequação entre peso e altura é dada por uma relação conhecida por Índice de Massa Corpórea (IMC).
Pé diabético
O termo engloba uma série de problemas que acometem o pé do paciente diabético. Devido à neuropatia diabética e a problemas na circulação sanguínea, estes pacientes têm dificuldade de cicatrização das feridas e a tendência para desenvolver infecções e gangrena (morte do tecido) é relativamente comum. Entre 10 a 15% dos pacientes diabéticos desenvolvem ulcerações nos pés em algum momento da evolução da doença. Estes problemas são responsáveis por até 50% das internações. Na presença de lesões graves, muitas vezes há indicação de amputação.
Peptídeo C
O peptídeo C é uma substância que o pâncreas libera na corrente sanguínea cada vez que uma molécula de insulina é liberada. O nível de peptídeo C é um indicador de quanta insulina o corpo está produzindo.
Polidipsia
A polidipsia é o excesso de sede. É um sintoma do diabetes.
Polifagia
A polifagia é o excesso de fome. É um sintoma do diabetes.
Poliúria
A poliúria é o excesso de diurese. É um sintoma do diabetes.
Pré-eclampsia
É uma condição ligada à gestação e caracterizada por hipertensão e presença de proteína na urina (proteinúria). Pode desenvolver-se desde a 20ª semana de gestação ou logo após o parto. O único tratamento eficaz é o parto.
Proteínas
As proteínas são uma das três maiores fontes de energia dos alimentos (as outras são as gorduras e os carboidratos). Durante a digestão, enzimas transformam as proteínas em aminoácidos. Esses últimos são utilizados na composição dos tecidos e das células e, caso necessário, como fonte de energia. Alimentos ricos em proteínas incluem ovos, carne, leite e grãos.
Proteinúria
A proteinúria é a perda de proteínas pela urina. Pode ser um sinal de que o rim apresenta uma lesão.

R

Receptores
Os receptores são moléculas celulares especiais que detectam sinais químicos extracelulares e provocam respostas das células a esses sinais. Por exemplo, quando a insulina se liga ao receptor, o receptor faz com que a célula deixe a glicose entrar. Se existe uma disfunção do receptor ou se ele não está presente em quantidade suficiente, ele não transmite o sinal. Existe uma disfunção desse tipo no diabetes do tipo 2.
Rejeição
Imunossupressão. Quando a rejeição não pode ser combatida com drogas imunossupressoras, pode ser necessário um novo transplante (no caso do rim). Caso o organismo rejeite um transplante de pâncreas, a terapia com insulina deve ser reiniciada, mas o pâncreas rejeitado geralmente não precisa ser removido.
Resistência à insulina
A resistência à insulina ou insulinorresistência é definida como uma resposta reduzida aos efeitos desse hormônio no corpo. Por exemplo, em uma pessoa com resistência à insulina, uma aplicação pode diminuir a glicemia de 105 para 85 mg/dL. Em uma pessoa normal, a aplicação da mesma quantidade de insulina poderia diminuir a glicemia de 105 para 40 mg/dL. A resistência à insulina é mais frequente em pacientes idosos, mas a causa mais comum é a obesidade. Esse tipo de reação leva ao aumento da produção de insulina pelo pâncreas num esforço para superar a resposta deficitária ao hormônio. Quando a produção aumentada de insulina pelo pâncreas não supera a resistência ao hormônio, os níveis sanguíneos de glicose aumentam. O diagnóstico de diabetes do tipo 2 é feito quando a glicemia de jejum está igual ou maior que 126 mg/dL. Não é necessário um teste especial para saber se o paciente tem resistência à insulina porque todos os casos de diabetes do tipo 2 estão associados à resistência à insulina. Por outro lado, nem todo paciente com resistência à insulina é diabético. Caso o paciente tenha glicemia de jejum maior ou igual a 100 mg/dL e menor do que 126 mg/dL, ele pode ser classificado como resistente à insulina e deve ser aconselhado a perder peso e ter uma dieta mais equilibrada para evitar a evolução para diabetes.
Resposta imunológica
A resposta imunológica é a defesa do corpo contra organismos ou objetos estranhos, como bactérias, vírus, órgãos e tecidos transplantados.
Retinopatia
A retinopatia é o termo médico utilizado para descrever as lesões dos pequenos vasos da retina que levam a problemas da visão. A retinopatia é frequentemente classificada em duas formas. A retinopatia de base refere-se à condição em que os vasos da retina ficam ingurgitados e/ou apresentam extravasamento, resultando em visão borrada. A retinopatia proliferativa refere-se à condição em que novos vasos são formados na retina com crescimento para outras áreas dos olhos. Estes novos vasos podem sangrar e levar ao descolamento da retina, resultando em cegueira. O tratamento é a fotocoagulação com laser dos vasos da retina.

S

Síndrome metabólica
É uma combinação de distúrbios (hipertensão, hiperglicemia de jejum, obesidade central, aumento de triglicérides e diminuição do colesterol HDL) que aumentam o risco de doença cardiovascular e diabetes. Afeta um grande número de pessoas e a prevalência aumenta com a idade. Também é conhecida como síndrome X.
Sistema imunológico
O papel do sistema imunológico é nos proteger contra bactérias, vírus e outros agentes que podem causar doenças. Existem dois grupos principais de células de defesa: os linfócitos e os fagócitos. Estas células circulam pelo corpo e são capazes de reconhecer os antígenos e organizar uma defesa para eliminá-los. Duas características importantes do sistema imunológico são a especificidade (ação direta contra um antígeno em particular) e a memória (a segunda resposta é mais forte e evita doenças recorrentes).
Sulfoniluréias
Drogas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2. Agem aumentando a produção de insulina pelo pâncreas. Existem disponíveis no mercado: clorpropamida, glibenclamida, glipizida, gliclazida e glimepirida.

T

Teste de tolerância à glicose
O teste de tolerância à glicose é útil no diagnóstico de diabetes em pessoas que estão com glicemia de jejum entre 111 e 125mg/dL e apresentam algum sintoma de diabetes. Ele é realizado com a ingestão de 75g de glicose e a glicemia é medida após 2 horas. Valores maiores ou iguais a 200mg/dL são indicativos de diabetes. Valores na segunda hora entre 140 e 199mg/dL são sugestivos de intolerância à glicose.
Testes de urina
Os testes de urina são realizados em uma amostra do material. Os testes mais importantes são os de glicose (glicosúria) e cetonas (cetonúria). A presença de glicose na urina indica que a glicemia já ultrapassou 180mg/dL no sangue e a presença de cetonas indica a cetoacidose.
Tiazolidinedionas
Drogas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2. Age diminuindo a resistência periférica à ação da insulina e diminuindo a produção hepática de glicose. Existem no mercado a rosiglitazona e a pioglitazona.
Transplante
Cirurgia que implanta uma parte do tecido ou um órgão retirados de um doador em outro indivíduo.
Transplante alográfico
Transplante de tecido ou órgão de um indivíduo de uma espécie (humana, por exemplo) para outro indivíduo da mesma espécie. Um transplante de rim de um doador humano para um receptor humano é alográfico. Sinônimos: transplante alogênico ou homólogo.
Transplante autográfico
É a remoção de um tecido ou órgão de um indivíduo e seu reimplante no mesmo indivíduo. Por exemplo, uma pessoa que sofre de pancreatite e não é diabética e precisa ter o seu pâncreas removido. Neste caso, as ilhotas de Langerhans podem ser extraídas e transplantadas para o fígado, evitando que o paciente fique diabético.
Transplante de ilhotas
É o transplante de células beta das ilhotas de Langerhans de um doador para um receptor cujo pâncreas parou de produzir insulina. Ainda é um transplante experimental, sendo realizado apenas em situações especiais e dentro de centros de pesquisa.
Transplante de pâncreas
O transplante de pâncreas é um procedimento cirúrgico em que um órgão normal de um cadáver ou de um doador vivo (é possível viver normalmente com ½ pâncreas) é implantado em um paciente diabético. Atualmente, o transplante de pâncreas é feito em diabéticos do tipo 1 com diabetes instável ou hipoglicemias frequentes ou em pacientes que serão submetidos ao transplante de rim. Esses últimos precisarão de drogas imunossupressoras de qualquer maneira. Os outros pacientes devem ser informados que estarão substituindo a insulina e a possibilidade das complicações pelo uso das medicações imunossupressoras.


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Última atualização: 15/03/2016
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