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Diabetes X sexualidade feminina

A interferência do diabetes sobre a sexualidade feminina é assunto ainda pouco estudado, mas há pesquisas apontando que ocorre. Talvez não de forma tão impactante como as interferências que podem acometer os homens. Para as mulheres a principal consequência é a redução da lubrificação vaginal e a recomendação é iniciar a correção desse incômodo buscando o bom controle da glicemia, explica a endocrinologista Sylka Rodovalho, pesquisadora do Laboratório de Sinalização Celular da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas.

Starbem – O diabetes pode comprometer a vida sexual feminina?
Sylka Rodovalho - Assim como no homem - que pode apresentar disfunção erétil, isto é, impotência, por causa do diabetes -, a mulher também pode ter sua vida sexual prejudicada por causa da glicemia descontrolada. Diversos estudos científicos mostram que a principal consequência é a redução da lubrificação vaginal. Os números variam, mas esses estudos encontraram redução da lubrificação em 5% a 28% das diabéticas - tanto do tipo 1 como do tipo 2 - em comparação com mulheres não diabéticas.
Starbem – Pode haver outras consequências para a sexualidade da mulher?
Sylka Rodovalho - Outras consequências apontadas foram a redução do desejo sexual e ausência de orgasmo. Nas mulheres mais velhas, que já atingiram a menopausa, o descontrole glicêmico aumenta, ainda, o risco de desenvolver vulvovaginites, que são inflamações internas ou externas e podem provocar dor durante o ato sexual.
A sexualidade feminina associada ao diabetes ainda é assunto pouco estudado e por isso não se conhecem, por exemplo, os efeitos da neuropatia diabética na mulher; no homem, é a causa da disfunção erétil.
Starbem – O que é possível fazer para eliminar ou reduzir esses incômodos?
Sylka Rodovalho - O primeiro passo é sempre buscar o melhor controle da glicemia, mas é essencial que, quando sentir desconforto sexual, a mulher converse sobre isso com seu médico. A recomendação é ainda mais importante se ela notar inflamações na região genital ou se sentir dor no ato sexual mesmo com boa lubrificação, o que pode ser indicativo de vulvovaginite.
Para conseguir maior conforto, é possível utilizar gel lubrificante na região genital antes do ato sexual, o que não traz riscos para a glicemia. É aconselhável também ficar atenta a outros fatores, como hipertensão, obesidade e doenças cardíacas.

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Última atualização: 15/03/2016
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